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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

I still believe...



It's you and me 'til the end of time
When we collide we come together,
If we don't we'll always be apart.
I'll take a bruise I know you're worth it.
When you hit me, hit me hard.

domingo, 3 de novembro de 2013

Where Are You Now?



'I hear of your coming and your going in the town.
I hear stories of your smile,
I hear stories of your frown.

And the darkness can descend,
We can relish all the pain.
But I know that's what you love,
Cause you know I love the same.'

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Manhã Submersa !

O frio aperta na manhã submersa
entra a neblina com o sol a nascer
contando os passos para se entreter
lá vai ele, ainda a sonhar


não sabe o nome mas conhece o cheiro
quando ela entrar no apeadeiro
talvez mais tarde quando a escola acabar
mesmo à saída, a bola a girar
ela apareça e ele consiga falar

a rapariga saiu da escola
viu os rapazes a jogar à bola
passou por eles, houve um que sorriu
não ligou, e a rua subiu

só mais tarde, já ao deitar
olhou o espelho onde foi encontrar
o amor escondido e então sorriu

domingo, 15 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

How To Save A Life

Step one you say we need to talk
He walks you say sit down it's just a talk
He smiles politely back at you
You stare politely right on through
Some sort of window to your right
As he goes left and you stay right
Between the lines of fear and blame
And you begin to wonder why you came

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

Let him know that you know best
Cause after all you do know best
Try to slip past his defense
Without granting innocence
Lay down a list of what is wrong
The things you've told him all along
And pray to God he hears you
And pray to God he hears you...

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

As he begins to raise his voice
You lower yours and grant him one last choice
Drive until you lose the road
Or break with the ones you've followed
He will do one of two things
He will admit to everything
Or he'll say he's just not the same
And you'll begin to wonder why you came

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life
How to save a life

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

sábado, 7 de agosto de 2010

Só Mais Um Começo

 

É que hoje eu sinto-me vivo
E seja porque motivo for
Porque motivo for
Porque motivo for !

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vou Ser Alguém (Quando Eu Nascer)

Quando eu nascer vou ser do bem
Quando eu quiser vou ser alguém
Vou me libertar largando o chão
Para poder subir ao meu verão
Então, meu bem, vou ser alguém

Quando eu nascer vais ver, meu bem
Quem me encontrar vai querer sorrir
Quem me descobrir vai querer ficar
Vou fazer feliz o mundo vão
Então, meu bem, vou ser alguém

Meu sopro aquece a água fria
Meu nome para abraçar o dia
Maria Clementina

terça-feira, 27 de julho de 2010

Até quando...?!

Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você


Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

(Gabriel o Pensador)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Farto de...

Há perguntas que têm que ser feitas...

Quem quer que sejas, onde quer que estejas,
Diz-me se é este o mundo que desejas,
Homens rezam, acreditam, morrem por ti,
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi,
Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes,
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes?
Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes porque é que não vejo comida á minha mesa?
Perdoa-me as dùvidas, tenho que perguntar,
Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpites
Se sangue é derramado em teu nome é porque o permites?
Se me destes olhos porque é que não vejo nada?
Se sou feito á tua imagem porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?

Porquê?!

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...



Por favor não deixes o mal entrar no meu coração,
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição,
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos,
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Ás vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra,
Não deixes crianças sofrer pelos adultos,
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos,
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem,
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém,
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar,
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar,
Interrogo-me, penso no destino que me deste,
E tudo que acontece é porque tu assim quiseste,
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura,
Mas se nada fiz, nada tenho a temer,
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer...
Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...
Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei,
Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei!
Por mais respostas que tenha a dúvida é maior,
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor,
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim,
Penso na origem de tudo e penso como será o fim,
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez então já posso morrer...

(Ao largo ainda arde, a barca da fantasia,
o meu sonho acaba tarde,
acordar é que eu não queria...)

(Boss AC)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Celebração de uma vida normal !

Celebração de uma vida normal
O que faço, faço bem
Não tenho montes de coisas que montes de gente tem
Mas digo tantas cenas que eu fiz
Tantas cenas que sinceramente me fazem feliz
São as experiências, são as pessoas
São as vivências que transformam vidas simples em vidas boas
Interesso-me mais sobre aquilo que eu vivo
E sobre aquilo que vens viver
Pura e simplesmente o meu motivo é levar a vida até onde der yo
Aquilo que puder yo, go
Venha o desafio, eu confio no meu flo.
Então vá ya, fica na boa
A vida é um livro, escreve a tua página
Mas espera lá ya, já estás tu cá ya
Então já falamos yaya, até já

Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto

Volta, volta a trás,
Para o beat, vê se me entendes
Antes que eu me irrite
O que importa não é o telemóvel é que está do outro lado
O que importa não é o automóvel
É quem lá está sentado
Não importa a miúda óptima
O que importa é seres amado
Fazeres o trabalho bem feito e por isso seres bem pago yo
Espera, quebra por ti
Não esperes que ninguém te dê nada a ti
Yo, vê o que se passa em transformação
Já que o mundo é de consumo
Consome com mais atenção
O truque não está em ser diferente está em ser mais exigente
Naquilo que procuras pa ti

JÚNIOR yo papa (mais nada)

Então vá ya, fica na boa
A vida é um livro, escreve a tua página
Mas espera lá ya, já estás tu cá ya
Então já falamos yaya, até já

Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto


Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto
Vive o que tens yo, não vivas nada dos outros
Faz o que há ya, vive e toma-lhe o gosto !

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ouvir !

Queria fazer-te entender
Que as palavras pesam como os sentimentos
E é tão difícil ouvir sem sentir
E é no silêncio
Que eu descubro os teus mistérios
Os olhos dizem o que vai no coração
E é tão difícil ouvir sem sentir

(The Gift)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Na terra dos sonhos !

Na terra dos sonhos Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas faces estudadas do senhor Doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar


Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Ai! Mas esqueci-me de dar-lhe também um pouco de atenção
E a minha solidão voltou, não me largou a mão um minuto sequer

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar

Se queres ver o mundo inteiro á tua altura
Tens de olhar p'ra fora sem esquecer que dentro é que é o teu lugar
E se ás duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance tens de o encontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos, escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar !

(Jorge Palma)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pequenos Pormenores

Se tu já contaste os raios do sol
E até já reparaste no pequeno caracol
Ainda não reparaste nisto que eu te digo
Na tua atitude que me deixa ofendido
Quando esticas a mão para me cumprimentar
E eu sentir o gelo quando mudas o olhar
Para o lado, fico lixado, quando reparo
Que me olhas de cima para baixo, como se eu fosse um quadro
Esta capacidade, eu sei que também a tens
Mas eu reparo na mão linda, e tu só vês anéis
Onde tu vês notas eu só vejo papeis
Onde eu vejo a alma, tu só vês imagens de Reis
Sinto aquele cheiro no ar, lembra-me a pele de alguém que me fez viajar
O meu coração bateu pelo teu
Foi este pormenor que ninguém se apercebeu
Às vezes as coisas grandes só mostram vaidade
E é nas coisas pequenas que mora a verdade
E se queres saber como tenho razão
Repara no que o Melo diz quando canta o refrão

Quem é que já contou os raios de sol
Quem é que dá importância ao pequeno caracol
O que é que tu me dizes sobre a diferença entre as flores
Será que tu reparas nos pequenos pormenores
Quando as nuvens estão cinzentas, o sol não brilha
Será que tu reparas nesta grande maravilha, que é a vida


Vejo o sol, o mar, o vento a soprar
o moinho a girar, o mar, a maré a vazar
Mudar, começar a subir
Observa como é lindo ver uma onda a partir
Sinto energia, amor, quando piso o chão
Tu bem tentas, tu bem olhas, mas não vês a razão
E eu só pergunto então o que se passa contigo
Abre o teu coração, tem uma conversa comigo
Porque é que não reparas nos pequenos pormenores
Tira as palas, gira os olhos, observa a teu redor
Visão abstracta que a nossa óptica foca
É em busca da paka que toda a gente se maltrata
Nem que seja pelas costas, egoístas, invejosos
Fazem-nos caras dóceis, mas eu só tenho amor pra dar
Nunca pus em questão, porque pra mim cada ser há-de ser sempre um irmão
No coração trago paz, trago amor, afecto
Bem vindo à nossa casa Melo, Mundo Complexo

Quem é que já contou os raios de sol
Quem é que dá importância ao pequeno caracol
O que é que tu me dizes sobre a diferença entre as flores
Será que tu reparas nos pequenos pormenores
Quando as nuvens estão cinzentas, o sol não brilha
Será que tu reparas nesta grande maravilha, que é a vida

Hoje quando saí de casa, reparei
Naquela árvore diferente, mudou de cor de repente, não sei
Da última vez estava feia como a dor,
Mas hoje transmite aquilo que falta um dia o calor
Aquela sensação de segurança
Que me faz voltar aos tempos em que eu era uma criança
Um atento, observador de todos os pormenores
Constante imitador do que faziam os maiores
Hoje já sou maior mas mantenho-me atento
Às cores, às formas, ao mar e à direcção do vento
E eu lamento não ter captado aquela cena
Objectivo da minha mente por vezes é demasiado pequena
Para tantas telas pintadas pela mãe natureza
É o calor no asfalto, a brisa do clima ameno
São imagens escondidas que me trazem uma certeza
Perante tanta beleza sinto-me feio e pequeno

Quem é que já contou os raios de sol
Quem é que dá importância ao pequeno caracol
O que é que tu me dizes sobre a diferença entre as flores
Será que tu reparas nos pequenos pormenores
Quando as nuvens estão cinzentas, o sol não brilha
Será que tu reparas nesta grande maravilha, que é a vida

terça-feira, 15 de junho de 2010

Acordes com arroz

Algo em mim me impede de amar o sol
vejo-o como uma luz apenas sol
faz falta a chuva o frio o vento
e em tempo assim vale ouro o teu calor

tenho medo do cedo anoitecer
tenho frio e temo não o ter


ó céu faz chuva em mim

o que é que interessa o bem sem passar mal
tal e qual as caras num postal
não me quero assim mas estou assim
eu temo o mal mas quero lá voltar

como maionese e muito sal
bebo coca-cola e não faz mal

ó céu faz chuva em mim

mais que um sapato gasto eu sinto que é o fim
enterra a dor e os ossos no teu jardim

ó céu faz chuva em mim
ó céu faz chuva em mim.

(Doismileoito)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Perfeito vazio !

Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho


Às vezes aqui faz frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no Vazio
As vezes aqui faz frio

Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas p'ra fazer
Tenho vidas para a acompanhar

Às vezes lá faz mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio

(lá fora faz tanto frio)

Bem-vindos a minha casa
Ao meu lar mais profundo
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo

Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Teimosia

Marés doces, utopia
Sonhos e maré vazia
Caranguejo persistente
Fuça no lodo
E a gente
Passa apressada adiante
Só pensando na vazante
Que leva o barco prá foz
Ouve-se do cais uma voz
Perguntar se temos nós
A certeza de voltar
Porque com tanta destreza
Nos esquecemos sobre a mesa
Das cartas de marear ...


Tantas vezes, tantos dias
Por causa de temosia
Nós perdemos a vontade
De ouvir outra verdade
De deixar entrar o ar
Só pensando em acabar
Mesmo que fiquemos sós

Ouve-se do cais uma voz
Perguntar se temos nós
A certeza de voltar
Porque com tanta destreza
Nos esquecemos sobre a mesa
Das cartas de marear...
(Tim)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eu não sei dizer !

O silencio, deixa-me ileso
E que importância tem?
Se assim, tu vês em mim
  Alguém melhor que alguém
Sei que minto, pois o que sinto
  Não é diferente de ti
  Não cedo, este segredo
E frágil e é meu

Eu não sei...
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar


Quem te disse, coisas tristes
  Não era igual a mim
Sim, eu sei, que choro
Mas eu posso, querer diferente para ti

Eu não sei...
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar
E não me perguntes nada
Eu não sei dizer...
(David Fonseca)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Conta-me histórias !

Agora que pousas a cabeça
Na almofada e respiras satisfeita
Quero teu amor
Sem sentido nem proveito
Agora que repousas
Lentamente sinto a curva do teu peito
Procuro o segredo do teu cheiro
Do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida e eu amo te a ti !

Conta-me histórias daquilo que eu não vi
Conta-me histórias que eu não vi

Logo juntas a tua roupa
E dizes que a vida está lá fora
Passou a minha hora

Juntos fomos correndo lado à lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida e eu amo-te a ti

Conta-me histórias daquilo que eu não vi
Conta-me histórias que eu não vi...
Que eu não vi... !

(Tim)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Hora das Gaivotas !

Eu gosto da praia
à hora das gaivotas

Quando a maré desce

E tudo fica mais calmo

Quando o sol dourado
despenteia o teu cabelo
e um só sorriso teu
desfaz o meu pesadelo


Tens os pés na areia
e um olhar sobre as ondas
por muito que os estendas
não quero que te escondas

Sabes o mar é bruto
mas pode ajudar
a ter outra vez
vontade de gostar

Ao longe desfaz-se
a linha do horizonte
e tu já voltas-te
desse sítio onde foste

Protejo os teus ombros
com o meu braço esquecido

E um só sorriso teu
eu já não estou perdido

Eu gosto da praia das gaivotas

à hora das gaivotas

Eu gosto da praia

Eu gosto de ti !

(Tim)